quarta-feira, 11 de maio de 2011

Reis pede soluções para problemas na Vila Sahy

Falta de iluminação, vazamentos de água e fechamento de acesso aos moradores são alguns dos pontos abordados pelo vereador em requerimentos

Imagem de parte da escadaria que desmoronou antes do fechamento do acesso



Contribuir para melhorar as condições de vida dos moradores da Vila Sahy, na Costa Sul de São Sebastião, é a proposta do vereador José Reis de Jesus Silva (PSB) que apresentou três requerimentos, aprovados na sessão de terça-feira, 3, onde solicita ao Executivo estudos para atendimento às reivindicações da comunidade. Em visita recente ao bairro, acompanhado por sua equipe, o vereador constatou e registrou alguns problemas que têm causado transtornos à comunidade. Entre eles, o fechamento da escadaria que liga as ruas Ricardo Queiroz e Manoel Neto (antigas ruas Hum e Dois), importante acesso para quem reside na parte superior do bairro. No requerimento 263, Reis solicita estudos para reforma da escadaria e sua abertura aos moradores.
Os problemas envolvendo essa escadaria foram relatados pelo vereador no requerimento nº 92, de 25 de fevereiro deste ano, em que ele solicita à Prefeitura vistoria e reforma do acesso, uma vez que parte da escadaria havia desmoronado deixando á mostra as ferragens que davam sustentação ao pavimento no local. Além disso, o que restava da escadaria estava tomado por entulhos e galhos de árvores prejudicando a locomoção dos moradores que, mesmo com as precárias condições, utilizavam o acesso para se deslocarem pelo bairro.
“Fiquei surpreso ao retornar à Vila Sahy e encontrar a escadaria fechada por uma moradora, que tem sua casa logo abaixo, prejudicando o acesso dos demais moradores que agora precisam dar uma volta enorme para chegar às suas casas”. O vereador pediu a atenção do prefeito Ernane Primazzi e do secretário municipal de Habitação, Roberto Alves dos Santos (Massa), responsável pelos projetos em áreas de ZEIS (Zonas de Especial Interesse Social), como é o caso da Vila Sahy, para tentar encontrar uma solução de reformar a escadaria e garantir o acesso com segurança.



Ferragens e entulhos já prejudicavam o acesso que é importante passagem para os moradores. Por isso, o vereador pede sua reforma e abertura para a comunidade




Sem energia

Das quatro vias públicas da Vila Sahy, apenas uma, a Rua 23 de
Novembro (antiga Rua Três) não conta com rede elétrica. Por esse motivo, Reis solicitou ao prefeito, no requerimento 264, que faça gestões junto ao
ao gestor executivo da EDP Bandeirantes Energia, Marcos Moraes Scarpa, para ver a possibilidade de ser providenciada a extensão da rede de energia elétrica e a devida iluminação pública que beneficiará os moradores. A medida também garantirá mais segurança a quem utiliza essa rua, “inclusive crianças, jovens e idosos que sofrem com a falta de infraestrutura e iluminação pública”, argumentou o vereador.


Construções na parte superior do bairro



Vazamentos

Outro problema abordado por Reis no requerimento 265 é a questão de vazamentos de água pelas ruas da Vila Sahy, mais especificamente na Rua Luis Basílio (antiga Rua Zero). A água fica acumulada em um trecho da rua dia e noite e os moradores não descobrem a causa do vazamento. Para piorar a situação, nessa mesma rua, ao lado da Casa nº 5, há um terreno abandonado com muito mato e lixo por onde passa um córrego. No local, há apenas uma tubulação pequena que despeja a água que desce da parte superior do bairro desembocando nesse córrego onde não há continuação da tubulação para escoamento das águas. Não é preciso uma chuva forte para o córrego transbordar e atingir as casas próximas ao local, como explicaram os próprios moradores durante visita do vereador ao bairro.
O problema do esgoto que transborda e atinge algumas residências da rua Luis Basílio é outro transtorno para os moradores. Essa questão foi encaminhada por abaixo-assinado entregue aos vereadores, em 16 de fevereiro. No documento, os moradores pedem solução para o problema provocado após a pavimentação de parte da rua, uma vez que várias casas acabaram ficando abaixo do nível da via pública. “Peço ao prefeito que tome conhecimento dos problemas e possa estudar um meio de atender aquela comunidade que precisa de uma solução o mais rápido possível”, declarou o vereador.



Vazamento de água constante na Rua Luis Basílio que também tem outro problema: terreno baldio com entulhos ao lado da casa nº 5, por onde passa um córrego, que transborda em dias de chuvas inundando algumas residências


Fotos e Texto: Rosangela Falato

terça-feira, 10 de maio de 2011

10 de Maio: Dia do Guia de Turismo



Criado para homenagear uma das profissões que mais cresce em todo o mundo e uma das maiores fontes de renda em vários países, inclusive o Brasil, 10 de maio é lembrado como o Dia do Guia de Turismo. A regulamentação da profissão de Guias de Turismo do Brasil foi publicada no Diário Oficial da União nº 189, de 4 de outubro de 1993 e oficializada pela Lei nº 8623, de 28 de janeiro do mesmo ano. De acordo com a legislação, o Guia de Turismo Profissional, devidamente cadastrado pela Embratur (Empresa Brasileiro de Turismno) exerce as atividades de acompanhamento, orientação e transmissão de informações a pessoas ou grupos, em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais, internacionais ou especializadas.

Algumas funções do Guia de Turismo

- Acompanhar, orientar e transmitir informações sobre a cidade a ser visitada:

- Promover e orientar liberação de passageiros e bagagens em terminais de embarque ou desembarque, quer seja aéreo, marítimo, ou outro:

- Ter acesso aos meios de transportes disponíveis com o objetivo de orientar e encaminhar o grupo que se encontra sob sua responsabilidade;

- Portar privativamente o crachá de Guia de Turismo emitido pela Embratur;

- Ter acesso gratuito a museus, galerias de arte, feiras, bibliotecas, desde que devidamente credenciado


O surgimento da guerra como choque de vontades determinou aos homens incansável busca por lutar com superioridade. Os guerreiros de outrora perceberam, enfim, a importância da situação em que se devia combater: criaram-se plataformas móveis e foram feitas associações aos animais de maior porte, obtendo-se, desse modo, decisiva vantagem em mobilidade e poder de choque. Tal avanço, em sânscrito, foi denominado “akva”, origem da palavra “cavalaria”.
O caballus, palavra do latim, foi o animal que melhor encarnou essa forma de combater.
Inicialmente empregado em carros de guerra ou bigas no Egito, Suméria e Roma, somente com sua montaria, em simbiose única na Natureza, gerou-se o mais formidável conjunto da História, sob o comando do Cavaleiro, monarca dos horizontes largos e desconhecidos.
A velocidade dos corcéis transformou a percepção humana do tempo e do espaço, expandiu consciências e, sob a égide equestre, uma plêiade de chefes militares fez impérios florescerem e ruírem: Alexandre Magno, Aníbal, Júlio César, Átila, Gengis Khan, Carlos Magno, Frederico II e Napoleão. Frederico II e Napoleão, de modo especial, empregaram magistralmente a Cavalaria, modulando suas missões clássicas de “reconhecer, cobrir, retardar, envolver e perseguir” consolidando-a, assim, como a Arma da Decisão.

No Brasil...

As origens da Cavalaria ligam-se à organização do Regimento de Dragões Auxiliares, em Pernambuco, ao término da resistência contra os holandeses em Pernambuco, em meados do século XVII. Após a Independência, a Cavalaria Imperial produziu líderes de indiscutível valor, sintetizados na figura genial e eletrizante do digno patrono da Arma: Marechal Manuel Luis Osório – Marquês do Herval.
O “Legendário” nasceu no seio de humilde família, a 10 de maio de 1808, na Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, Província do Rio Grande.
Esse local, no atual município de Tramandaí (RS), é hoje preservado como Parque Histórico, guardando, também, os despojos do Marechal. Osório assentou praça na Cavalaria da Legião de São Paulo, aos quinze anos incompletos e teve seu batismo de fogo a 13 de maio de 1823, nos embates de consolidação da Independência. Ainda alferes, durante a Guerra Cisplatina (1825-28), rompeu, de forma espetacular e audaz, o cerco inimigo em Sarandi (1825).
Na Guerra contra Oribe e Rosas (1851-52), à frente do 2º Regimento de Cavalaria Ligeira, desempenhou importante papel em Monte Caseros (1852), sendo promovido a coronel por merecimento.

"A Lança do Império"

Intitulado “A Lança do Império”, consagrou-se na Guerra da Tríplice Aliança (1865-70), inicialmente como Comandante em Chefe das Forças de Terra, comandando o III Corpo de Exército e o I Exército na fase final.
Sobressaiu-se, particularmente, nas batalhas de Passo da Pátria (1866), sendo o primeiro soldado em solo paraguaio e Tuiuti (1866), maior embate campal da América do Sul.
Também combateu em Humaitá e Avaí (1868), quando, atingido no rosto, envolve-se em um poncho e percorre as linhas a galope, bradando: “Carreguem, camaradas! Acabem com este resto!”.
Herói, à frente de heróicos cavalarianos como Menna Barreto e Andrade Neves!
Liderança incomum que magnetizava os soldados, mesmo argentinos e uruguaios. Modéstia e generosidade que cativava a todos, multiplicando sua bravura pelos campos onde se fazia presente.
Em tempo de paz, Osório desempenhou, ainda, profícua carreira política como Senador e Ministro da Guerra, vindo a falecer em pleno exercício desta função, no Rio de Janeiro, em 4 de outubro de 1879, aos setenta e um anos. Tão grandiosos feitos militares, políticos e exemplos de conduta afirmam-no como modelo de soldado, líder, cavalariano e cidadão, alçando-o ao domínio da lenda, não obstante seu sincero desprendimento.
A inexorável evolução bélica, com os adventos da metralhadora (1893) e do carro blindado (1916), substituiu o cavalo por este como meio de combate.
Desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45) até as atuais guerras de movimento, não lineares, os blindados, síntese da ação de choque, proporcionada pela mobilidade, proteção e potência de fogo, reafirmam-se como senhores absolutos dos campos de batalha modernos.
A Cavalaria Brasileira, quer Hipomóvel, Mecanizada ou Blindada, inspirada pelo natalício do seu Patrono, o insigne Osório, renova hoje o compromisso com o passado de glórias e o futuro de desafios, impelida pelo mesmo espírito cavaleiro do “Bravo dos Bravos”, com tudo o que ele compreende de decisão, lealdade e nobreza de atitudes.