quinta-feira, 28 de março de 2013


Recados Facebook

Vereador Reis pede ações preventivas para detectar e tratar doenças causadas por enchentes

Preocupação com a saúde da população e de funcionários 
expostos às inundações leva, também, a pedido de campanha
 de esclarecimento em todo o município

Enchentes, deslizamentos de terra, desastres naturais que deixam milhares de famílias desabrigadas e, em muitos casos, vítimas fatais. Além de perder imóveis e tudo o que conquistou com anos de trabalho, as vítimas e todos os funcionários e voluntários que atuam no socorro e atendimento às famílias nas áreas atingidas, ainda correm riscos de contrair doenças pelo contato com as águas contaminadas.
Preocupado com a saúde dos moradores e de todos os envolvidos nos trabalhos de resgate e apoio às comunidades mais afetadas pelas últimas enchentes na região da Costa Sul de São Sebastião, o vereador José Reis de Jesus Silva (PSB) alertou o município para a necessidade de serem adotadas ações preventivas e, inclusive, ampla campanha de esclarecimento, para evitar doenças que podem ser contraídas após contato com inundações, enchentes, deslizamentos de terra e desastres naturais de maneira geral.

Doenças
As doenças mais preocupantes, segundo aponta o Portal do Ministério da Saúde, são leptospirose, hepatite viral A, febre tifoide, difteria e tétano, além de casos de diarréia aguda com origem no contato ou ingestão de água e alimentos contaminados por animais transmissores como ratos, ou, ainda, por vírus e bactérias.
Em seu requerimento, aprovado por unanimidade e discutido pelos demais colegas na sessão de terça-feira, 26 de março, Reis aponta também a preocupação com aumento de incidência de dengue em função de as águas paradas serem criadouros naturais do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença.
O vereador acredita que a Secretaria de Saúde e, principalmente, a equipe da Vigilância Epidemiólógica, estão atentas aos problemas, mas pediu atenção especial do secretário da pasta, Urandy Rocha Leite, além de informações se já foram detectados casos de doenças como as relacionadas acima até porque, algumas levam cerca de 20 dias, para serem diagnosticadas, e quais as medidas preventivas adotadas. “Temos secretarias envolvidas como Serviços Urbanos, Assistência Social, Segurança, a Saúde, a própria Defesa Civil. Por isso, faço a sugestão de a Secretaria de Saúde realizar campanha para buscarmos mais informações com os médicos”, afirmou Reis.

Ajuda
Ele lembrou que outro grave problema na Costa Sul é o déficit em redes de coleta e tratamento de esgotos. “Essas pessoas que tiveram contato com a água, com esgoto, nos bairros mais atingidos, e, principalmente, as crianças que não têm a imunidade como os adultos, podem adquirir as doenças que mostramos nesse requerimento” Segundo Reis, não é justo que pessoas que perderam tudo, anos de vida construindo seus imóveis, sejam mais prejudicadas com doenças provocadas pelas enchentes.“Estamos preocupados com essa situação. Por isso, peço ajuda da Secretaria de Saúde e Departamento de Vigilância para que, também, a gente possa buscar recursos junto ao Estado para campanhas de prevenção e vacinação da população”, concluiu o vereador.

Boa hora
Ao parabenizar José Reis pelo trabalho, o vereador Marcos Fuly enfatizou que o” requerimento veio em boa hora, que é preciso estar atento e, se necessário, montar um plano de ação focado nos bairros atingidos”, até para evitar problemas ou tratá-los no caso de detectadas doenças apontadas no requerimento. O vereador Ercílio de Souza elogiou a iniciativa frisando a importância de uma campanha de esclarecimento em São Sebastião. “Se a gente não prevenir, vai ter muito trabalho pela frente”.
Para Jair Pires, o trabalho de Reis também chegou na hora certa, “haja vista como foi atingida a Costa Sul, sem falar nas grandes intempéries da natureza que também atingiu o Areião, Cambury, bairros desprovidos de saneamento básico, grande fator para doenças em crianças que ficam em contato com as valas”. Apesar de afirmar ter certeza que a Secretaria de Saúde está atenta, Jair Pires parabenizou Reis pelo alerta, pois é preciso um check-up para saber se as pessoas estão contraindo essas doenças e adotar ações preventivas. 

INDICAÇÕES

Manutenções
Em indicações encaminhadas ao Executivo na sessão de terça-feira, 26 de março, o vereador José Reis solicitou serviços de manutenção, com utilização de máquinas para nivelamento e colocação de material na Rua Joaquim Macedo, na Baleia Verde, na Costa Sul do Município, para facilitar o acesso de pedestres e motoristas. Já, para a Costa Norte, solicitou roçada de mato e manutenção na Rua Cecília Meirelles, bem como nas demais vias públicas do bairro do Jaraguá e ainda próximo ao Centro Comunitário e área de lazer do bairro que demandam atenção, de acordo com moradores da região. Reis também reivindicou serviços de manutenção geral no bairro Portal da Olaria, região central do município.

sexta-feira, 22 de março de 2013

2013: Ano Internacional de Cooperação pela Água


Preservar esse produto escasso e vital para a vida é uma proposta mundial. Por esse motivo, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água, por meio da Resolução Geral 65/154. Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), oficialmente responsável por preparar as ações de conscientização sobre a data, realiza em todo o mundo eventos e atividades procurando sensibilizar para o potencial e desafios para a cooperação da água, facilitando o diálogo entre os atores e procurando promover soluções imovadoras.
Em nossa região, a data tem sido lembrada com atividades escolares durante a semana e também foi tema dos trabalhos do vereador de Sâo Sebastião, José Reis de Jesus Silva (PSB), na sessão da Câmara Municipal no último dia 12, alertando, em requerimento, para a importância de ações em âmbitos educacional e ambiental, junto à comunidade, visando alertar sobre a importância de se preservar e trabalhar corretamente o reúso da água.
Em seu trabalho, o vereador cita como é fundamental a “cooperação para o manejo de dos recursos hídricos limitados em um mundo em que a demanda cresce rápido demais, sendo que 145 países compartilham uma grande bacia hidrográfica com pelo menos uma nação, segundo dados da Unesco” que, no último dia 11 de fevereiro, decretou, oficialmente, 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água.
No Brasil, a campanha foi lançada em 18 de dezembro do ano passado durante visita da diretora da Divisão de Ciências da Água, da Unesco, Bianca Jiménez-Cisneros, que também é secretária do Programa das Nações Unidas da Copoperação pela Água 2013. No requerimento, Reis também questiona sobre os programas desenvolvidos no município e quer saber se há atividades que tratam da conscientização da importância dos nosso recursos hídricos junto às comunidades.
O Litoral Norte de São Paulo, que abrange os municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião, conta com 34 bacias hidrográficas, uma área de drenagem de 1.948 km² inserida na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos nº 03 (UGRHI), tendo o Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) como responsável pela gestão das águas e meio ambiente desta unidade.


 
 
Foz do Rio Boiçucanga, em São Sebastião
Foto: Rosangela Falato



Origem

A criação do Dia Mundial para celebrar a água doce foi recomendada em 1992, durante Assembléia Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED). A primeira comemoração foi em 22 de março de 1993. Assim, o Dia Mundial da Água é realizado, anualmente, nessa mesma data, como forma de chamar a atenção para a importância da água doce e defender o manejo sustentável desses recursos.
Baseado no título do primeiro Relatório Mundial de Desenvolvimento de Recursos “Água para as pessoas; água, fonte de vida”, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu proclamar, por meio da Resolução A/RES/58/217, o período de 2005 a 2015 como a Década Internacional para Ação, “Água, Fonte de Vida”, iniciada no Dia Mundial da Água, em 22 de março de 2005.
De acordo com a resolução, o objetivo principal da década deve ser o foco maior nas questões relacionadas à água em todos os níveis, bem como na implementação de programas relacionados à água de forma a atingir os objetivos acordados internacionalmente sobre questões ligadas ao tema contidos na Agenda 21, nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e no Plano de Implementação de Johannesburgo.


Desafios

O Ano Internacional de Cooperação pela Água tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os desafios da gestão, acesso, distribuição e serviços relacionados a este recurso cada vez mais escasso no planeta. A campanha vai destacar, ao longo do ano, iniciativas de cooperação de sucesso de água, bem como identificar problemas candentes sobre educação, água, a diplomacia da água, gestão de águas transfronteiriças, a cooperação de financiamento, nacionais e internacionais, quadros legais e as ligações com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
De acordo com dados da Unesco,também será uma oportunidade para retomar os assuntos relacionados criados em 2012 na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), e apoiar a criação de novos objetivos para o desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos. A ideia é também chamar a atenção da sociedade civil, empresas e governos para as questões relacionadas à água e saneamento básico, combatendo problemas como a falta de acesso à água potável para cerca de 11% e de redes de esgoto para 37% das pessoas no mundo, e morte de cerca de cinco mil crianças diariamente por doenças causadas pela falta de acesso à água de qualidade.


Saiba mais sobre a campanha: http://www.unwater.org/watercooperation2013/



quarta-feira, 20 de março de 2013

Programa Saúde na Escola é tema de trabalho do vereador José Reis

Parlamentar pede informações sobre adesão da municipalidade
ao projeto dos ministérios da Saúde e Educação

“A saúde não deve acontecer só dentro do hospital, mas tem que ser levada para onde as pessoas estão - no caso das crianças, para dentro da escola", afirmou o ministro da Saúde, Antonio Padilha, ao abrir as atividades deste ano do Programa Saúde na Escola (PSE), dia 11 de março, no Distrito Federal. Instituído em 2007, pelo Decreto Presidencial nº 6.286, o programa é realizado em conjunto entre os ministérios da Saúde e Educação. O objetivo é construir políticas intersetoriais para a melhoria da qualidade de vida da população. E isso só será possível com a adoção de políticas de saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública do país.
Em função da importância do programa em fortalecer ações que contribuam para o desenvolvimento integral da comunidade escolar, o vereador de São Sebastião, José Reis de Jesus Silva (PSB), apresentou requerimento nº113, na sessão de terça-feira, 19 de março, onde solicitou informações dos secretários municipais de Saúde, Urandy Rocha Leite, e da Educação, Angela Couto, sobre a adesão do município ao Programa Saúde na Escola, que visa essa promoção de ações junto aos estudantes durante o ano letivo.
De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado foram atendidos 7 milhões de estudantes de 1.433 municípios em 16.700 escolas, mobilizando 7.441 equipes de Atenção Básica à Saúde. A proposta, este ano, com a Semana de Mobilização Saúde na Escola, é atingir 30 mil centros de ensino, com apoio de 13 mil equipes do Programa Saúde da Família atuando em 2.300 municípios para beneficiar 14 milhões de estudantes. A novidade é a participação do Programa Brasil Carinhoso, proporcionando triagem de saúde em alunos de creches e pré-escolas. Em 2012, foram investidos R$ 4,1 milhões no programa que este ano deve superar a marca dos R$ 10 milhões, de acordo com estimativa do Ministério da Saúde.

Critérios de adesão

Para contar com recursos financeiros do Programa Saúde na Escola, as unidades em que atuarão as ESFs (Estratégias de Saúde da Família), devem estar localizadas no território de responsabilidade dessas equipes. Nos últimos cinco anos, os critérios para adesão ao PSE sofreram alterações tendo como base o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e Cobertura da Estratégia de Saúde da Família. De acordo com a Portaria Interministerial nº 3.696, de 25 de novembro de 2010, podem aderir ao programa, municípios com IDEB, em 2009, menor ou igual a 4,5 e que tenham 70% ou mais de cobertura populacional por Equipes Saúde da Família, com base na competência financeira de junho de 2010 e os que possuem escolas participantes do Programa Mais Educação, de acordo com o número de Equipes de Saúde da Família implantada no território.
Entre as competências das secretariais municipais de Saúde e Educação constam: criação de grupo de trabalho intersetorial para elaboração e implementação do projeto; possibilitar a incorporação dos temas contemplados no PSE nos projetos político-pedagógicos das escolas e a integração e planejamento conjunto entre as equipes das escolas e das Unidades Básicas de Saúde e ESFs (Estratégias de Saúde da Família). Outra competência é divulgar o projeto local do PSE às instâncias de controle social e fiscal para acompanhamento de sua execução.